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É corrigindo os erros que se aprende 24 Julho, 2009

Posted by vicentetavares in Crônicas.
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 Há algum tempo escrevi sobre os erros e como eles são importantes para nosso aprendizado e amadurecimento. E descrevi sete etapas do erro

 1- Cometer o erro
 2- Perceber o erro
 3- Admitir o erro
 4 – Pedir desculpas
 5 – Consertar o erro
 6 – Agüentar as conseqüências
 7 – Aprender com o erro

Pois bem, depois de ler o livro Nos Labirintos da Moral de Mario Sergio Cortella e Yves de La Taille da editora Papirus, percebi que cometi um erro no último passo.
Sendo assim, peço desculpas a todos que leram meu artigo anterior e apresento abaixo a correção:

7 – Aprender com a CORREÇÃO do erro…

Parafraseando Cortella:
“Se a gente aprendesse com os erros era só ir errando bastante, era o melhor método pedagógico.”
Concordo com isso. Somente quando corrigimos os erros aprendemos alguma coisa. De certa forma isso é uma síntese do que descrevi. Pois não aprendemos pelo simples ato de errar. É preciso ter consciência (ou ciência) do erro, assumi-lo, lembrando que não é condenável errar, o condenável (se é que podemos dizer dessa forma) é o desleixo que seria não corrigir o erro ou não aceitar a correção, não tirar dessa correção nenhum proveito seria também um descaso e por fim e, talvez, o mais grave seria o descuido ou desatenção de repetir o erro.
Apenas reitero aquilo que disse no artigo anterior: Não tenha medo de errar, mas não erre por desleixo, descuido ou desatenção.

Nos Labirintos da Moral 24 Julho, 2009

Posted by vicentetavares in Crônicas.
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Que agradável leitura.

            Nos Labirintos da Moral conseguiu me manter ávido por pensar do início ao fim, e além.

            Se com o Monge e o Executivo eu disse ser impossível ser o mesmo depois de ler, com Nos Labirintos… é impossível não acordar o cérebro.

            O mais impressionante é que o tempo todo sentia como se estivesse participando da conversa do Mario com o Yves e o fato de eu colocar apenas o primeiro nome deles demonstra o nível de intimidade que se sente lendo o livro.

            O livro realmente trás essa proximidade, instiga, questiona, aponta e faz pensar, e pensar muito.

            Ao terminar a leitura me vi quase obrigado a escrever essa breve impressão. Tenho certeza que vou reler o livro e também citá-lo novamente ou até escrever uma resenha.

            Obrigado aos meus colegas Mario e Yves espero encontrá-los em breve.

O “Fenômeno” do Futebol 2 Julho, 2009

Posted by vicentetavares in Crônicas.
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Dia 02 de Julho de 2009.

Hoje presenciei um fenômeno no mínimo interessante sobre as pessoas.

Centenas (ou seriam milhares?) de pessoas comemorando empolgadíssimos à conquista do Corinthians a mais um título. Fogos de artifícios, gritaria, alegria. Certamente os boleiros e fanáticos explicariam por horas que não é apenas mais um título e falariam da importância e desdobramentos dessa vitória.

Para mim foi apenas mais um título.

E num ambiente de trabalho onde todos são quase-fanáticos (quase?) por futebol e a maioria é corinthiana dizer isso foi o mesmo que uma heresia. E o pior é que para alguns, realmente é uma heresia.

E que trabalho dá explicar que eu não gosto de futebol. Invariavelmente vem a pergunta: “Nem na Copa você gosta?” Ao que me sinto tentado a responder: “Por que? Na Copa muda o esporte?”

É nesse momento que vem a acusação: “Você não é patriota! Não torce pelo seu país!”

É claro que eu sou patriota, amo meu Brasil e torço muito por ele.

Torço para que tenha educação de qualidade para todas as crianças e não apenas para meia dúzia abastada. Torço para que haja justiça e vergonha na cara em Brasília (e em todo o território) para que tenhamos menos (ou nenhum, de preferência) escândalos com o dinheiro público.

E por falar em dinheiro, torço para que haja menos impostos, pois eu já não agüento mais trabalhar quase meio ano para pagar impostos que não são revertidos para a sociedade.

Mas também torço para que haja muito mais patriotas nesse país que, aliás, se chama Brasil e não Corinthians.

O fenômeno que eu mencionei foi ver um grupo de amigos do trabalho, no meio da sala, hastear a bandeira e colocar o hino do time para tocar e todos, vestidos com a camisa e mão no peito entoar o hino certinho.

“É só brincadeira” dirá um ou outro. Talvez eu esteja supervalorizando o acontecido, mas o fato é que o dia inteiro não houve outro assunto. Ora, até nosso presidente foi parabenizar o jogador Ronaldo “Fenômeno” Nazário e pedir que o time seja mantido no ano do centenário do time.

Mas por falar naquele patriotismo… Quantos possuem uma bandeira do Brasil? Quantos sabem cantar o hino nacional? E quando foi o centenário da República mesmo? Que feriado é 7 de Setembro? Quando a democracia foi restaurada?

Acho que prefiro continuar não sendo patriota dessa imensa e gloriosa nação corinthiana e nem sendo patriota a cada 4 anos. E 2014 que nos aguarde!